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sexta-feira, 27 de março de 2015

O EU conversa com o TU





Decifra-me ou te devoro!

Este foi o enigma encontrado na Esfinge do vale de Gizé no Egito, bem ao lado da grande pirâmide.

A Esfinge, uma colossal construção, retratando em seu corpo, as duas classes de vida animal e humana, ostentando este enigma assustador.
E para decifrar este enigma somente a pergunta correta poderia ser feita, para não ser devorado pela "Esfinge".
Quem passou a se conhecer na fase do Terceiro Milênio, pelo desenvolvimento do Raciocínio, sabe qual pergunta deve ser feita ao "imperador" que construiu a "Esfinge".
"Imperador" sim. Ou você pensa que foi um faraó qualquer que construiu esse enigma?
Foi um "Faraó Imperador", dono de toda a geração material na classe de animal.
Eis a pergunta: "Quem és tu?"
E a resposta está na Cultura do desenvolvimento do Raciocínio, para quem quiser se libertar do império da matéria, das classes inferiores.
Por enquanto, entenda este diálogo, se for possível.

O EU CONVERSA COM O TU

Quem és “tu” que a ilusão é tanta, que não percebes a tua própria razão de ser? Que és incapaz de definir o teu eu?
Quem és “tu” que a morte chega e te rouba tudo que juntaste durante esta vida tão efêmera, tão passageira?
Todos os teus bens, todas as tuas esperanças. Todos os teus sonhos são sepultados junto com a vida aparente, só restando as lembranças para os que ficam e que mais tarde também são sepultados.
É esse enigma chamado morte, é essa vida de ilusão, que por si só já se define como aparência, que te causa tamanha pressa em obter a realização dos teus sonhos, em obter aquilo que achas necessário.
E na pressa de conseguires tudo de bom, sempre acontecem os atropelos e atropelados. Quanto menor o tempo de vida mais depressa tens que aprender; tens que viver tão rápido que mal já sentes a vida. Nem dá tempo de dizeres “ui!” e a tua vida já se foi, ou melhor, a ilusão acabou.
Por que sonhas?
Por que pensas?
Por que és assim?
Quem és “tu”?
A tua pressa ou a tua indolência não são armas para a tua glória. Os teus sonhos, as tuas esperanças, os teus anseios e desejos aparecem frustrados, nem sabes porquê!
E a tua vida se torna um caos, se transforma em uma fogueira, onde aos poucos queimam os sonhos, as esperanças e os desejos, ardendo tudo num amontoado de confusões.
Tudo que tens não é teu! A tua única dádiva é a ilusão!
“EU” que me encontrava aqui dentro perdido neste mundo sem saber que somos deformados, “tu” e “EU”, e escondido atrás de tuas aparências tinha minha voz sempre sepultada pelo clamor das aventuras que “tu” sonhavas pois “tu” só sabias sonhar e imaginar.
Enquanto minha vida era ponderar, sempre à procura da verdade e da fraternidade universal, tua vida era sonhar, imaginar, alimentar-se de aparências e ilusões.
Enquanto “EU” me preocupava com a situação real das coisas, “tu” te distraías com engambelos da vida material.
“TU” nunca te preocupastes com nada verdadeiro, nunca parando seriamente para refletir, só “EU”refletia.
Até que um dia “EU” me encontrei!
Tudo ficou esclarecido então. O pensamento e a imaginação sempre foram a mola mestra dos encantados que sempre imaginaram o raciocínio, mas imaginar não é raciocinar. Pensar também não é raciocinar. Assim, sempre fomos livres pensadores, nunca podendo dar solução de nossas contas. Minha base de raciocínio, minha célula natural Racional estava adormecida e “EU” não sabia nem “TU” tampouco.
Mas, um dia, uma Luz atravessou os teus olhos e me iluminou... Era a Luz do Conhecimento Verdadeiro. E foi aí que fiquei sabendo que “EU” e “TU” formávamos um tudo aparente, um tudo material.
Agora, tudo faz sentido! “TU” és a parte material que se sustenta na natureza através de alimentos sólidos, palpáveis à tua observação. “TU” és a carcaça condensada que me sustenta neste mundo deformado. “EU” sou o teu corpo astral adaptado para comunicações com esta natureza e, agora, com o desenvolvimento do raciocínio, poderei também me comunicar com o mundo superior a este universo deformado e poderei entrar em contato natural com nosso Mundo de Origem, o Mundo Racional.
“EU” te agradeço “TU” maravilhoso, que apesar de seres feito da lama, um dia quiseste estudar Cultura Racional e foi aí que vi a Luz, que comecei a me desenvolver racionalmente, obtendo respostas para as dúvidas mais profundas.
Como te agradeço a minha paz!... “TU” terás os benefícios materiais que sempre sonhaste. Isto é apenas uma recompensa pelo teu esforço, pelo fato de teus olhos se abrirem  e “EU” poder contemplar as maravilhas do Mundo Racional.
“TU” e “EU”, que apesar de sermos feitos de matéria, conseguimos vencer as ilusões. E agora descortinando o mundo verdadeiro, a verdadeira vida, compreendendo tudo e todos, viveremos afinal sem duelos, sem guerras interiores, nós dois com a justa compreensão da verdadeira existência.
Agora, “TU” e “EU”, favorecidos em tudo e por tudo, dando a todos aquilo que de melhor existe, a felicidade eterna e que nós encontramos na leitura do livro Universo em Desencanto.
"O "TU" é a pessoa e o "EU" é onde a Natureza transmite!"