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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Estrada Racional


APRESENTAÇÃO


 Julgo oportuna esta compilação de artigos, após meus 38 anos de divulgação da Cultura Racional, sabendo que, antes de mais nada, não me julgo autor dos mesmos, porém me sinto feliz  ao revê-los. Isto me faz sentir que faço parte dos Grandes Planos da Vida e que, da mesma forma, aprendi  a perceber em cada irmão o mesmo pertencer, porque todos pertencem ao mesmo Plano da Vida.

 Só me falta a prática. Esta, com certeza, no horizonte da idade terrena não me passará desapercebida, porque para tudo é preciso maturidade, amadurecimento, solidificação e consolidação.

Com este pretexto, desejo e invoco em cada um a compreensão de que não pretendi sofismar, aparecer ou desmerecer quem quer que seja pelas idealizações aqui expostas, tão somente pretendi contribuir para a divulgação da Cultura Racional, como sempre este foi meu primeiro objetivo desde que passei a me conhecer em 1976, quando li, pela primeira vez o livro do “quem és tu”.

Recomendo uma boa dose de paciência e cautela e não se deixe levar por ufanismo de qualquer espécie a respeito do conteúdo a seguir, pois se trata apenas das minhas felizes primeiras interpretações.

Os verdadeiros textos estão no Livro Universo em Desencanto.
 

A ESTRADA

            Estrada quer dizer caminho, via, acesso, direção, horizonte. A estrada orienta a quem passa e leva até um lugar. A direção da estrada está definida. Mas, para quem não a conhece, a estrada é uma incógnita, leva até horizontes desconhecidos.
            Existem os mapas, mas uma linha no papel não mostra o que é a estrada. Existem orientações nos livros, mas não seguindo, não sentindo, de nada adianta.
            A estrada da vida, por exemplo, é uma incógnita, embora todos saibam, com certeza, que o fim desta estrada é no  lugar chamado morte. Mas é uma incógnita! Talvez, quem sabe, a estrada da vida acaba no princípio da vida. E, quando se pensa que morreu, já está nascendo para percorrer esta estrada, esta incógnita, novamente! Uma estrada cheia de mistérios, cheia de curvas e encruzilhadas, que os primeiros que por aqui passaram descobriram a morte. E todos os seus descendentes vieram seguindo pelo mesmo caminho julgando não haver outro. Outros foram alargando a estrada aumentando os horizontes, mas sempre encontrando a morte. E tudo isto por não saberem como foi feita esta vida, esta estrada, quem fez e porque fez. Nunca sabendo que caminho tomar, mas sempre trilhando o caminho da vida na direção da morte. Sempre a mesma jornada, sempre no mesmo lugar, sempre o mesmo trajeto: nascer, viver e morrer.
            E isso não se evita!
            Depois de cruzarmos a vida com tantas estradas e caminhos que sempre nos deixaram no mesmo lugar, chegou o tempo de consultarmos um mapa e procurarmos uma outra estrada que não acabe onde estas sempre acabam, que nos leve a um horizonte maior, que nos transporte para fora deste nascer, viver e morrer. Vamos procurar uma estrada que nos deixe na eternidade!
 
            Onde está o mapa?
            É! Parece que este “pequeno detalhe” é que é o mais importante.
            Onde está o mapa?
            Mas como é que nós podemos ter o mapa daquilo que não vimos fazer e nem sabemos quem fez?
            Ora! Aqui por baixo já temos mapas de tudo. Mas não estabelecemos ainda a ligação de onde viemos e a ligação para onde vamos. É só isso que falta!
            Quantos já procuraram sem encontrar! Quantos já refletiram, mas não descobriram! Quantos artistas, quantos cientistas, quantos filósofos, quantos filósofos mesmo! E até eu! E até você! Mas não descobrimos.
            E a cada geração, uns mais outros menos, mas todos, sempre procurando e nunca encontrando o porquê e como foi feita a ligação donde veio esta estrada da vida. E sem sabermos d’aonde veio esta vida, nos trucidamos, nos atropelamos desordenadamente à procura do lugar para onde vamos, à procura da ligação da estrada que nos tire cá de baixo.
            Em resumo: sem sabermos onde estavam os alicerces, a  nossa origem, já fomos querendo construir o teto. Nunca poderíamos encontrar realmente nada de sólido; por isso, nossas construções, mais cedo ou mais tarde, caíam.
            E então, meus irmãos, as duas ligações o “antes do ser” e o “depois do ser” só podem ser dadas, mostradas e comprovadas por “seres” que viram e estão vendo todo este nosso trajeto. Só eles é que podem nos orientar para a Eternidade, para o regresso ao Mundo de Origem.
            Realmente! Por maiores que fossem os nosso esforços, como foram, não conseguiríamos, como não conseguimos, descobrir as duas ligações da estrada. O início e o fim.
           O “alfa” e o “ômega”.
            Então, não devemos rejeitar esta orientação dos “seres extraterrenos” que é tão natural, que alguns chegam a confusões desnecessárias. Querem logo saber: “- e por que estes seres não nos orientaram há mais tempo”? Simples! Nós não estávamos preparados para entender e aceitar este mapa. Fruteira nenhuma dá frutos antes do tempo. A fruteira é plantada, cresce e os frutos vêm na maturidade da planta. Não adianta querer os frutos da planta quando está tão jovem.
            E o tempo, qual é?
           O tempo é este mesmo, é agora, não amanhã.
            E que frutos vamos colher?
            Os melhores, os mais doces. Já estamos colhendo.
            Muito bem! E sobre a estrada, o mapa, como é que vamos entender o que até hoje não tínhamos entendido?
            A estrada da vida, para nós aqui, já está bem explorada, amadurecida. Só falta, repito, estabelecermos as ligações antes do ser e depois do ser.
 
Então, no mapa que nos é dado, vamos verificar, sem dificuldade, estas duas ligações, como também vamos entender ainda melhor as estradas que viemos traçando por todas estas eras, e saber porque nunca pudemos dar solução destas curvas.
Não existirão mais curvas!
A linha agora é reta, cada vez mais reta.
O horizonte já se aproxima!
A orientação é segura.
O mapa é o Livro UNIVERSO EM DESENCANTO!
A estrada é a IMUNIZAÇÃO RACIONAL!