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terça-feira, 3 de março de 2015

Matéria


Quando comecei a estudar a Cultura Racional eu não imaginava, embora pudesse prever algo de diferente em relação ao meu conhecimento científico, que palavras simples como matéria e energia pudessem significar estados tão diferentes daquilo que normalmente entendemos com essas palavras.

Numa alusão direta à equação de Einstein, E = m.c2 , era essa a única forma que eu tinha de entender estas duas palavras, até então.

Entretanto, no Livro Universo em Desencanto, os termos matéria e energia me parecem ser muito mais abrangentes do que essa "inanimada equação matemática".

Matéria é uma vida, porque tudo é vida, tudo é energia transformada em seres, matéria é uma massa de energia em estado de transição, justificando, assim, o porquê tudo se transforma.

Na origem da matéria está o "segredo" do entendimento do que significa a palavra "energia", pelo ponto de vista de um mundo anterior ao nosso, antes de qualquer "big bang" imaginário.

Energia é vida, virtudes são vidas. E a massa de energia é o feito existente que se transforma. Se está em transformação é por que tem vida.

Matéria é a vida dos feitos em transformação. Esta é a minha visão atual, que não contradiz a visão descrita a seguir.



MATÉRIA


Para entendermos bem o que é matéria temos que saber a sua origem, compreender bem a sua natureza e as suas transformações. Principalmente a origem, pois é pelo princípio de todas as coisas que começamos a compreendê-las.

Dentro do nosso campo de observação, a matéria se apresenta como corpo que ocupa lugar no espaço. Este é o primeiro modo pelo qual a natureza se manifesta aos sentidos do ser humano; o segundo modo é a energia. Matéria e energia estão em constante transformação.

A estrutura da matéria se apresenta bem complexa aos olhos do ser humano, isto porque ele também é feito de matéria e não sabe explicar o porquê de ser assim.

Então, como é que um ser de matéria, que nasceu do chão, pode definir e entender matéria, se não entende a si próprio? Como é que um ser de matéria pode entender esta natureza tentando sempre dividir e destruir?

Os antigos já tinham chegado, filosoficamente, a definir a menor partícula da matéria. Imaginaram um “grão de matéria”; foram dividindo mentalmente este grão. Quando não conseguiram mais dividir, disseram: “- isto é o átomo!”, que em grego significa indivisível.

Recentemente, orientados em princípio por esta filosofia, estabeleceram a teoria do átomo e conseguiram dividir o que era filosoficamente indivisível. Mas, notem bem, tudo isto baseados em teorias. Fazem-se medições com aparelhos ultrassensíveis e, de acordo com estas medições, imaginam que seja assim. Mas, na realidade ainda não se chegou a uma conclusão definitiva sobre a real estrutura da matéria.

Dividiram o átomo em subpartículas e agora, estas também são divididas. Já dividiram até a vida. E nesta divisão ocorre uma terrível multiplicação de confusões.

Então a estrutura da matéria não pode ser descoberta e compreendida por simples análise de medidas e experiências.

O que adianta, o que resolve experimentar com aquilo que já encontramos feito quando nascemos? Não resolve nada! Isto, apenas serviu para fazer o homem descrer de si próprio.

A verdadeira essência da matéria ainda é um mistério para os pesquisadores, mas pode deixar de ser quando todos passarem a pesquisar nos livros Universo em Desencanto.

As transformações da matéria são também um mistério, embora muitos possam provar com símbolos e equações imaginárias que misturando “A” com “B” dá “C”, porque “A” tem estas propriedades e “B” tem aquelas e etc., que matéria se transforma em energia e energia em matéria. Medem os valores, chamam disto, chamam daquilo, e quando não acontece aquilo que previram dizem que toda a regra tem exceção, ou então mudam as regras para melhor se adaptarem ao modelo criado pelas suas experiências.

Em suma, sempre buscando o certo, convencidos de que estão certos, mas se estivessem certos não precisariam buscá-lo! Todos se esquecem de que a essência, o verdadeiro porquê das transformações, ainda é desconhecida no campo da ciência humana.

Realmente, tinha que ser assim. E eu, como pessoa ligada a este conhecimento científico da matéria, posso assegurar que ainda não tinha entendido o porquê das transformações, o porquê da matéria, a origem da matéria e o porquê desta origem.

Hoje sou um estudante de  Cultura Racional e aqui venho de viva voz mostrar um pequeno exemplo, divulgar para todos, que me ouvem e me escutam, que dentro da Cultura Racional eu me encontrei. E com este Conhecimento também.

Como qualquer outro, posso definir, sem mistérios, o porquê da matéria, o porquê de eu viver assim, o porquê de tudo. Porque tudo, naturalmente, pode ser compreendido com o Conhecimento da razão da vida que é o Conhecimento da Imunização Racional.

Antes de conhecer o absoluto, vamos conhecer a razão da verdade, pois na razão de tudo é que se encontra o absoluto, pois o ser da razão é aquela chave que nos abre o Raciocínio, que nos abre a porta do mundo da razão da vida, o Mundo Racional.