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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aprendendo a viver

Este foi o segundo artigo que escrevi para a divulgação radiofônica da Cultura Racional, Rádio Difusora Duque de Caxias, em 1976.

Trata o tema "viver" de uma forma não doutrinária; fala, sugestivamente, uma forma genérica, permitindo ao leitor (ou ouvinte) enquadrar-se no texto de acordo com suas próprias experiências de vida.

Certamente, o texto invoca o uso de alguma lógica e conduz ao objetivo precípuo cultural do saber viver.



APRENDENDO A VIVER


Aprender a viver não é seguir receitas ou preceitos doutrinários.
Aprender a viver não é simplesmente viver, ficar esperando não se sabe o quê.

Então por que se espera? Por que tanta esperança?

“- Se não sabes o que é que vem por aí, o que é que estás esperando”?

Indecisos e confusos, nunca soubemos dizer porque vivíamos e teimávamos em ensinar aos outros a viver.

Analisem bem, com muita seriedade, como vivíamos antes do Conhecimento de Cultura Racional. Nós, que já estamos tomando conhecimento do tesouro dos tesouros da Humanidade, e os que ainda não conhecem Cultura Racional. Estes, analisem com muito mais atenção. Coloquem a vaidade de lado, cheguem perto para ouvir e analisar.

Antes do Conhecimento de Cultura Racional vivíamos todos sem certeza do amanhã, infelicitados pela própria vida; tínhamos as fases ruins e as fases boas – vivíamos variando. E até achávamos isso muito natural, julgando que a vida fosse sempre assim. Dizíamos: “vamos gozar a vida antes que ela se acabe”. Mas, o que achávamos que era gozar a vida nunca nos deu alento verdadeiro de viver.

Muitos já sentiam que o “gozar a vida” era uma ilusão, mas todos continuamos vivendo à espera de alguma coisa boa. Não era possível que tivéssemos que viver sempre assim.

Meus irmãos, atenção! Especialmente vocês que ainda não conhecem Cultura Racional.

Verifiquem suas vidas, o passado e o presente!

Não, não se afastem agora, o assunto é muito sério! Não sou eu quem diz, não é minha imaginação; não vou dar fórmulas a ninguém, como muitos têm tentado. Não é cansativo saber a verdade. Vou apenas fazer uma pequena análise das nossas variações e chamar a atenção de todos para o Conhecimento que existe, que é real, e que é aquilo que nós sempre esperamos de bom a vida inteira.

Então, quando é chegada esta maravilha, por que nós ficamos parados, duvidando? Não era isso que queríamos? O bem estar? Então!?

Vejam as fases da nossa vida antes de compreendermos o porquê vivemos, antes da Cultura Racional.

Umas fases ruins e outras fases boas. Das fases ruins sempre tiramos ensinamentos para viver.

Depois de uma fase de necessidades, de privações, de uma fase ruim, sempre vinha a tranquilidade e então descansávamos aliviados; essa era a “boa fase” - tranquila, serena. Mas, de repente, tudo virava e novamente aquela fase de preocupação exagerada, negativismo em excesso, para provar que a “boa fase” não era tão boa assim.

Não há efeito sem causa.

Depois da bonança vem a tempestade! Ou será que depois da tempestade vem a bonança? Todos os dois ditados servem.

Assim sendo, no nosso julgamento, o bem produzia o mal e o mal dava causa ao bem.

Só nós mesmos!... Iludidos e sem querer aceitar que éramos iludidos, encantados. Talvez por não termos onde nos agarrarmos. Mas hoje temos.

Onde já se viu o bem produzir o mal, dar causa ao mal. Então o que julgávamos ser bem, ser bom, só podia ser mal ou bem aparente, bonança aparente.

E o mal, que jamais poderia causar o bem, quer dizer o bem aparente, o mal por si mesmo se destrói, é mal mesmo.

E assim aprendíamos a viver, cada vez pior, julgando que estávamos bem. Mas a própria vida nos mostrava que não era bem assim.

O que achávamos bom é bom aparente e o que achávamos ruim é ruim mesmo.

Nossa vida era de aparências só, relatividades. Nela, nada tínhamos de certo, absoluto, porque sempre pensamos em relação à matéria que é um ser aparente. Eis aí a relatividade!

E dentro destes conceitos aparentes, criamos o bom, o certo e imaginamos o inatingível, o mundo superior, o ser superior, o ser verdadeiro, mas sem certeza de nossas imaginações.

E fomos aprendendo a viver, mas vejam, baseados em quê? Em coisas relativas, aparentes.

Os poucos que tentaram pensar fora da matéria, tentando ver o invisível, tentando sentir o impalpável, conseguiram uma grande elevação sim, mas foram também surpreendidos pela relatividade, pelas aparências, porque se basearam em imaginações, em experiências e não em certezas.

Mas, se dispomos de certezas sólidas, se estamos verdadeiramente convictos com base e com lógica, podemos então definir, compreender e realizar tudo, sem relatividades e sem aparências.

Podemos alcançar o absoluto, o verdadeiro, o eterno, puro, limpo e perfeito.

Pois, então, antes de buscarmos o superior, o supremo, o verdadeiro ser, vamos procurar, com base e com lógica, as certezas.

E assim, só assim, estaremos aprendendo a viver.

E onde está o verdadeiro certo, o verdadeiro bem? Onde está a razão, o raciocínio?

Eu respondo, muito naturalmente, na cultura da razão da vida e do raciocínio, na Cultura Racional.

O Raciocínio é que deu causa à nossa vida e, por isso, somos animais racionais. Cultivando o nosso raciocínio, a nossa razão que nos é inerente, é que temos a certeza da vida, com base e lógica, podendo alcançar assim o que era julgado inatingível.

Para cultivar o raciocínio está aí: a Cultura Racional, o Universo em Desencanto, a Imunização Racional.

Aprender a viver é aprender a ser Racional, pois é sendo Racional que se vive dentro da razão e do equilíbrio.

Leia os livros Universo em Desencanto para cultivar o seu raciocínio e só assim todas as fases da nossa vida serão boas verdadeiramente com uma única finalidade, com um só objetivo, aprender a viver racionalmente, para retornar ao nosso mundo de origem.

E lembrem-se, mais uma vez:

“Aprender a viver é aprender a ser Racional, pois é sendo Racional que se vive dentro da razão e do equilíbrio”